A volta do American Pit Bull Terrier

06/11/2017 - 10:18

Veja como anda a criação da raça, que apresentou novo crescimento após anos de baixa no Brasil
Cão: Tank of Piffer Canil: Piffer Pit Bull Foto: Johnny Duarte

Cão: Tank of Piffer Canil: Piffer Pit Bull Foto: Johnny Duarte

Eles se tornaram “persona non grata” em muitos lugares. Foram proibidos em países como Dinamarca, Grã-Bretanha, Alemanha, Venezuela e Equador, e em outros, como na Irlanda, são permitidos caso os tutores sigam regras específicas de controle do animal – uso de focinheira, castração, ter registro, usar guia curta no passeio, etc. Até em seu país de origem, os Estados Unidos, foram proibidos em alguns estados e, no Brasil, precisam andar com guia e focinheira. Em alguns lugares, como no Ceará e em Goiânia, existe até horário para circular com Pit Bulls. “Países democráticos não deveriam aceitar tais determinações sem algum embasamento real”, opina Alex Piffer, do canil Piffer Pit Bull, de Ibiúna, SP, que cria a raça desde 2006 e, em 2012, 2013, 2016 e 2017 (ranking ainda parcial) foi melhor criador pelo ranking da Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC). “Proibições em geral levam a ilegalidades. Assim, uma raça que já tem grandes preconceitos e misticismos envolvidos pode se tornar objeto de desejo para contraventores e criminosos”, acrescenta Mário Monteiro, do canil Monteiros, de Pesqueira, PE, que se dedica à raça desde 2005 e foi melhor criador pelos rankings CBKC e Dog Show em 2014. Assim, diante de tantos preconceitos e restrições sobre a raça, dizer que tem um American Pit Bull Terrier em casa, como pet dócil e companheiro, causa espanto em quem conhece esse cão somente pelo que vê na mídia, que o trata como animal agressivo por natureza, que ataca crianças. “A causa de acidentes é 100% devido à falta de orientação. 

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