Por onde andam os Beagles do Instituto Royal?

04/12/2017 - 14:56

Conversamos com alguns protetores e órgãos responsáveis para saber o que mudou nesses 4 anos pós-invasão do Instituto Royal
Fotos: Arquivo de Jéssica Presença

Fotos: Arquivo de Jéssica Presença

Em 18 de outubro de 2013 o Brasil vivenciou o caso de proteção animal mais marcante da história. O fato polêmico também dividiu opiniões. Os 178 Beagles, além de coelhos e camundongos usados como cobaias, foram retirados do então Instituto Royal, em São Roque, SP, pela ação de protetores que se posicionavam contra o teste em animais e invadiram o local. O ato mobilizou a opinião pública e gerou muita discussão sobre o uso de animais em testes. (Veja reportagem “Testes em animais são inúteis” na edição 415, na Cães & Cia de janeiro de 2014). Uns eram contra a invasão, pois concordavam com nota emitida pelo Instituto que revelou a perda de décadas de pesquisas importantes pela ação dos protetores. Outros se comoveram com a situação em que os animais foram encontrados e até questionaram a legitimidade do Instituto Royal, que não era registrado no Conselho Nacional de Controle e Experimentação (Concea), órgão integrante do Ministério da Ciência e Tecnologia responsável por regulamentar o uso de animais em pesquisas, até setembro de 2013. A assessoria de imprensa do Concea comunicou à revista Cães & Cia que em 29 de novembro de 2013 o Instituto Royal cancelou seu credenciamento e até hoje não houve novo registro. Ainda segundo eles, o episódio mostrou que o Brasil precisava criar normas para aperfeiçoar o uso de animais em pesquisas, mas as normas criadas após o fato não foram implantadas por conta deste caso em especial. (Veja em quadro “Mudanças do Concea”). Como não fazem a fiscalização para garantir que as regulamentações sejam cumpridas, o Concea comunicou que, desde 2015, existe um convênio entre eles e o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) para que esse órgão faça a fiscalização. Segundo a assessoria do CFMV esse acordo de cooperação técnica tem vigência de 5 anos e as fiscalizações são feitas pelos Conselhos Regionais. 

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