Thai Ridgeback: raro no Brasil e popular em seu país

04/12/2017 - 15:14

Se encante por esse cão exótico que já é criado no Brasil e cresce na Europa
Arquivo de Małgorzata Szulta

Arquivo de Małgorzata Szulta

Sua aparência é tão exótica quanto seu país de origem, a Tailândia. Aliás, o Oriente sempre fascinou os ocidentais com sua cultura, suas especiarias e outras riquezas desde a época da colonização. Na área cinófila não poderia ser diferente. Ter um Thai Ridgeback, ou TRD, é como ter um pedacinho do Oriente em casa. Contudo, a raça ainda é rara no mundo. Nos Estados Unidos, país referência na criação de muitas raças, ela ainda não é reconhecida pelo American Kennel Club, somente pelo United Kennel Club, desde 1996. Na Europa, o Thai já é um pouco mais popular, sendo criado em países como Alemanha, República Tcheca, França e Rússia, onde é mais numeroso. Na Tailândia, porém, o panorama é outro. O handler e criador Udomsin Littichaikun, do canil Glo-star’s, de Bagcock, possui três cães da raça premiados e conta que nas exposições que frequenta na Tailândia a média de cães da raça é alta, variando de 30 a 40 exemplares. “O TRD é uma raça nacional na Tailândia, portanto muito popular por aqui”, diz Udomsin. 

A criadora James El, cujo canil Manape Thai Ridgeback tem sede no Hawaii, nos Estados Unidos, e na Tailândia, estima que 99% da criação da raça esteja concentrada na Tailândia. “Embora o Thai cresça na Europa ainda existem poucos criadores por lá”, diz a norte-americana, que se dedica à raça desde 2007. A russa Irina Levchuck, criadora pelo canil Timeline Kennel desde 2005, é um exemplo da dificuldade de obter cães da raça. Ela demorou 2 anos para conseguir comprar seu primeiro TRD. “Todas as informações sobre a raça eram em tailandês, então achar bons criadores na Tailândia foi difícil”, conta Irina. Hoje, ela estima haver cerca de *1.000 Thais registrados na Rússia e outros 1.000 sem registro oficial. Em 2013, essa estimativa era de 400 cães segundo ela. “A popularidade vem aumentando sim, basta ver a maior quantidade de informações sobre a raça na internet. Além disso, quase todo dia recebo mensagens perguntando sobre futuras ninhadas”, aponta. 

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