VACINAS E PREVENÇÃO DE DOENÇAS


Vacinar é proteger o cão de doenças graves, causadoras de muitas mortes, principalmente em filhotes.


Para obter a proteção desejada é preciso que a qualidade da vacina seja boa, que tenha sido transportada e mantida sempre em baixa temperatura (entre 2oC e 8oC), que seja aplicada corretamente e dentro do prazo de validade. O cão, ao receber a vacina, precisa estar saudável, caso contrário a doença tende a evoluir quando o sistema imunológico fica ocupado em reagir aos estímulos da vacina. Como se vê, vacinar é tarefa para quem entende do assunto. Mesmo porque a presença do veterinário pode ser necessária em emergências, como a do choque anafilático, que embora raro pode ocorrer por alergia do cão à vacina.


A vacinação é feita mensalmente entre os dois e quatro meses de idade e, depois, uma vez por ano (ver Calendário de Vacinação).


AS VACINAS


Óctupla - prevenção para oito doenças graves


1. Cinomose - forte infecção no sistema respiratório, com corrimento nasal e ocular além de tosse, podendo evoluir para pneumonia. Outros sintomas são prostração, diarréia e vômito, com ou sem sangue, perda de apetite, febre, pata grossa e com descamação. A virose pode chegar ao cérebro e causar paralisia. Geralmente o mal é fatal.


Pode ser curado quando se consegue fortalecer o sistema imunológico, mas as chances são pequenas e podem ficar seqüelas como mancar, tique nervoso e epilepsia. A cinomose é causada pelo vírus paramixovfrus.


2. Coronavirose - produz inflamação no estômago, intestinos e fígado. O cão fica com diarréia, contendo ou não sangue, e vomita, além de perder o apetite e ficar prostrado. A probabilidade de cura é alta. O vírus causador é o Coronavírus canino.


3. Parvovirose - os sintomas são os mesmos da Coronavirose, mas muito mais intensos. A diarréia vem com sangue, muito fétida. O cão vomita, fica com desidratação, depressão e às vezes febre. O vírus responsável é o Parvovírus canino 2. Há a possibilidade do músculo cardíaco se inflamar e infeccionar (miocardite) e o cão ter morte súbita. A chance de salvar o filhote é remota e ele pode apresentar miocardite como seqüela.


4 e 5. Leptospiroses Icterohaermonhagiae e Canícola - causam morte por ação da bactéria leptospira (há dois tipos). Elas entram no organismo do cão atravessando seus poros ou por ingestão. Estão presentes principalmente na urina de ratos ou de cães infestados, e em água que a contenha, fato comum quando chove. O cão fica com febre alta, dores abdominais e, na icterohaermonhagiae, expele sangue na urina e nas fezes. É difícil salvar o animal. Se sobreviver, poderá ter problemas nos rins, como insuficiência renal.


6. Parainfluenza - mal respiratório que culmina em muita tosse e pneumonia, e pode levar à morte. Outros sintomas são febre alta e conjuntivite ocular. A probabilidade de salvar o filhote é alta quando o mal não vem acompanhado de outras viroses graves, como a Cinomose. E causado por vírus, bactérias ou protozoários, atuando em conjunto ou não.


7 e 8. Hepatites Infecciosas (Adenovirose 1 e Adenovirose 2) - raras em cães, são transmitidas pelo vírus CAV-1 e CAV-2, respectivamente. Atingem fígado, rins e olhos. Os principais sintomas são e re alta, dor abdominal intensa, perda de apetite, congestão das mucosas, conjuntivite, corrimento nasal, aumento dos gânglios do pescoço, opacidade da córnea, dificuldade de respirar por problemas pulmonares (a doença pode levar a edema pulmonar, pneumonia e muita tosse), depressão, convulsão, hemorragia nasal e de pele. A chance de salvar o filhote é baixíssima.


Vacina anti-rábica: proteção importante


A raiva é transmitida pela saliva de cães e morcegos portadores do vírus causador, o Rhabovírus, por mordida ou por contato da saliva com alguma ferida. O cão portador torna-se uma ameaça à saúde pública.


Ver Tabela 250p46n1.jpg


Os sinais da doença são perda de apetite, pêlos arrepiados e o cão se tornar agressivo, com salivação intensa, pupilas dilatadas, mordendo o ar, com latidos agudos, evitando contato com a água e apresentando convulsões. Ao atingir esse estágio, só resta a eutanásia, pois não há mais cura. Porém, se o mal for tratado no início, é curável. Por isso, o homem e o cão, ao serem mordidos, devem ter a ferida lavada com água e sabão e ser imediatamente submetidos a tratamento (o homem vai a um posto de saúde ou pronto-socorro e o cão a uma clínica veterinária).


Afastar males respiratórios com a Pneumodog


Assim como as gripes nos humanos, os males respiratórios debilitam o organismo do cão, facilitando o aparecimento de viroses graves ou de pneumonia e morte. A Pneumodog aumenta a resistência aos vírus causadores, que são diversos (inclusive o da Parainfluenza, combatido pela vacina Octupla).


Um dos sintomas desses males é a tosse profunda, o que os faz serem chamados de Tosse de Canil. Os sintomas iniciais são corrimento nasal, ocular e febre. Causam perda de peso e podem prejudicar o desenvolvimento dos filhotes. São doenças tratáveis no início, mas mesmo assim debilitam muito o organismo, podendo abrir portas p ara males fatais.


PREVENÇÃO


Evitar o contato com animais doentes seria a forma de prevenir as doenças mencionadas nesta matéria. Porém, diversos vírus causadores destes males permanecem por bastante tempo nos ambientes infestados. São, ainda, transmissíveis pelo ar ou pela água e podem ser portados sem que se perceba, no período de incubação. O controle só é possível com a vacinação.


Desinfecção de ambiente onde houve virose: o mais garantido é jogar fora os objetos que eram usados pe o cão doente e, uma vez por semana durante um mês, lavar todos os locais onde ele fazia as necessidades, com Cândida ou Lysoform.


Depois de três meses pode-se colocar outro cão no local, exceto nos casos da Parvovirose e Coronavirose, para os quais a recomendação é só fazê-lo três anos depois. Esses vírus são resistentes e podem ficar em frestas e locais não alcançados pela desinfecção.


Passeios na rua: não recomendados antes dos 135 dias de vida (15 dias após a terceira dose da Octupla).


CASOS ESPECIAIS


Filhotes de Rottweiler e Dobermann: vacine também aos 150 e 180 dias, pois o organismo dos filhotes dessas raças costuma ser mais sensível a contrair Parvovirose e Coronavirose, e, quando contrai uma delas, geralmente vai a óbito.


Filhotes sem mãe vacinada ou mantidos em local recentemente infestado por virose ou que recebem visitantes que podem trazer vírus: antecipar em dez dias o calendário de vacinação.


Filhotes de cães muito pequenos (micros): o organismo deles é mais delicado. Divida a vacinação mensal em duas etapas quinzenais, para não sobrecarregar. Por exemplo: na primeira quinzena dê as vacinas contra Coronavirose e Parvovirose e na segunda, as demais.


Onde há incidência de ratos ou de Leptospirose: não deixe mais de seis meses sem vacinar - há vacinas especificas, que podem ser intercaladas com a Octupla.