American Bully: mister músculos muito afetuoso

Categoria: American Bully

Autor(a): Fabio Bense | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co | Cidade: Campinas/SP | 06/11/2017 - 16:33

Reconhecido recentemente por grandes entidades cinófilas, ele conquista apreciadores de cães com características extremas
Arquivo do Monkey Blue Kennel. Prop.: canil KuruptBlood

Arquivo do Monkey Blue Kennel. Prop.: canil KuruptBlood

Com todo esse corpão de guarda-costas peso-pesado, o American Bully é gentil e amigável. “O contraste entre aparência poderosa e docilidade marcante é o grande atrativo da raça”, ressalta o criador Lincoln Fernandez, do Monkey Blue Kennel, de São Paulo. E mesmo sendo tão encorpado, o Bully é ativo e bastante ágil, características que herdou da mistura do American Pit Bull Terrier com outros cães de tipo bull, como o Bulldog Americano, o Olde English Bulldogge e o Bulldog Inglês. Seu desenvolvimento começou nos Estados Unidos, a partir do final da década de 1980. Ganhou maior projeção com a formação do American Bully Kennel Club (ABKC), em 2004, que passou a conceder os pedigrees da raça (estima-se que a emissão atual ultrapasse 100 pedigrees por mês).  No Brasil, esse cão foi aceito pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC) em novembro de 2013, apenas quatro meses depois de ter sido reconhecido no país de origem pelo United Kennel Club (UKC), entidade cujo padrão a CBKC adotou na íntegra, já que a Federação Cinológica Internacional, à qual a CBKC é filiada, ainda não reconhece o American Bully. Dos três tamanhos de cães obtidos durante o aprimoramento da raça (pequeno, médio e grande), a CBKC e o UKC aceitam somente os de porte médio (machos com 43 a 51 centímetros e fêmeas com 41 a 48 centímetros), especificando que o físico não pode ter exageros que comprometam a saúde. 

Envolvimento brasileiro
Antes de acontecer o reconhecimento por parte de grandes entidades da cinofilia, o conceito American Bully – cães pesados e compactos, com volume de cabeça, amplitude de peito e boa espessura de patas, focados em agradar suas famílias e criar laços com elas – já atraía a atenção de brasileiros. Tanto que, logo depois da oficialização da raça pelo ABKC, começaram as importações de American Bullies pelo nosso país, feitas em vários Estados, e que, desde lá, continuam a ocorrer frequentemente. Resultado desse trabalho, em 2011 a Sociedade Brasileira de Cinofilia Independente (Sobraci) foi a primeira organização cinófila nacional a emitir pedigrees de American Bully. Passado um ano, surgia em São Paulo a American Bully Association (ABA), entidade resultante da união de sete criadores brasileiros, presidida desde então por Fernandez. A partir de 2013, foram realizados cinco encontros de amantes da raça. Os dois iniciais aconteceram na Bahia, um foi no Distrito Federal, outro em Pernambuco e, o mais recente, em Cotia, SP, de 18 a 19 de outubro. “Esse último foi o maior deles, com 45 American Bullies pre- sentes e ao redor de 150 pessoas, entre proprietários e criadores de vários Estados”, conta Lauro Boss, um dos organizadores do encontro e criador da raça pelo canil paulista Boss Bully. “Atualmente, existem cerca de 50 criadores de American Bully em nosso país focados no aprimoramento da raça e, aproximadamente, 5 mil cães da raça espalhados pelos lares brasileiros”, estima Fernandez. “Parte deles está registrada no ABKC americano, por intermédio de representante no Brasil ou diretamente; outros têm pedigree de clubes dissidentes, também americanos, como o International Bully Kennel Club (IBKC), o U.S. Bully Registry (USBR), o Remy Kennel Club (RKC) e o Bully Breed Kennel Club (BBKC); e mais alguns no UKC, na ABA, na Sobraci e, desde 2014, na CBKC, sendo que vários cães são registrados em mais de um clube”, comenta Fernandez.