Lambedura

Veterinário: Consultóres Técnicos 04/08/2015 - 23:04:01

Como diferenciar a lambedura natural dos cães da lambedura compulsiva, por estresse ou tédio? Minha Dobermann, de 4 anos, não tem sinais de lesão de pele ou alopecia, mas percebi que ela lambe com certa frequência as patas, a região do ânus e a vulva.

R: Olá, Suélen! A lambedura compulsiva diferencia-se da natural por ser repetitiva em determinados pontos do corpo, como os citados por você, e por períodos prolongados. Uma possível causa das lambeduras pode ser lesão na pele, que você já descartou, ou problema fisiológico mais difícil de ser percebido. É o caso das condições dolorosas ou desconfortáveis causadas por formigamento, osteoartrite ou lesões nos nervos do sistema periférico. Para descartar possibilidades como essas, é preciso que o cão passe por exames veterinários. Como animal de trabalho, é possível que a sua Dobermann esteja redirecionando para si a energia que tem, por sentir estresse ou tédio. Nesse caso, aconselho passar para ela o “trabalho” de acompanhar você em caminhadas em vez de deixá-la escolher o “trabalho” de se lamber. Para tanto, introduza a rotina diária de andar vigorosamente com ela por uma hora. Faça os passeios mantendo-a sempre ao seu lado, com a guia curta, concentrada em você. Não permita que ela pare: o objetivo é exercitá-la até que se canse. Isso drenará a energia acumulada no organismo dela, o que a ajudará a equilibrar a mente, a aumentar a concentração, a esquecer velhos hábitos e a reduzir o tédio. Se, ao voltar da caminhada, ela tentar se lamber, mude o foco dela para você. De maneira calma, porém firme, bata palmas, emita um “ssshhh” ou diga “não”. Se ela não lhe der atenção, toque-a com as pontas dos dedos ou atraia a atenção dela com um brinquedo ou algo de que ela goste. Bastante cansada, ela aceitará a correção e irá procurar descansar. Aos poucos, a mente dela entrará em equilíbrio e o hábito de se lamber desaparecerá. Uma dica para aumentar o rendimento da caminhada deixando o cão mais cansado é fazê-lo carregar uma mochila desenvolvida para esse fim, encontrada em pet shops. Quando a caminhada for curta (menos de 30 minutos), a mochila poderá pesar o máximo aceitável, que é 10% do peso do cão, e ficará bem mais leve nas caminhadas longas.   Biólogos dr. Gustavo Agostini e msc. Tanara Ribeiro, especialistas em comportamento canino pelo curso de psicologia canina de Cesar Millan, Cheri Lucas e Brian Agnew, em Los Angeles, Estados Unidos, e anfitriões do Lucas Agnew Workshops no Brasil (www.facebook.com/packsway).

Pergunta enviada por: Suélen Faria De Carvalho - Monte Santo De Minas / MG

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