American Staffordshire: não se assuste com ele

04/08/2016 - 11:16

Companheiro de toda a família e protetor compacto este cão cresce em popularidade no Brasil

American Staffordshire Terrier  Cão: Membeca Rufus  Canil: Membeca  Propr.: Bruno Azevedo  Foto: Anderson Araújo

American Staffordshire Terrier Cão: Membeca Rufus Canil: Membeca Propr.: Bruno Azevedo Foto: Anderson Araújo

De tamanho médio, robusto e com músculos pronunciados, o American Staffordshire Terrier, carinhosamente apelidado de Amstaff, é amoroso, companheiro e pode viver bem dentro de casa. Sua estampa de Pit Bull impõe respeito, ao mesmo tempo em que o estilo atlético, a adestrabilidade e o ins-tinto de proteção permitem que ele atue como protetor e guarda-costas eficiente.
A semelhança entre Amstaff e Pit Bull não é à toa. No início do século 20, quando os ancestrais do atual Pit Bull eram criados para rinhas, alguns criadores resolveram trabalhar pela maior homogeneidade daqueles cães e trazê-los para a criação oficial. O resultado foi o reconhecimento, em 1936, do American Staffordshire Terrier pelo American Kennel Club. Posteriormente, foi a vez de o próprio Pit Bull ingressar na cinofilia, ganhando também um padrão oficial. Agora as duas raças são tão parecidas que muita gente não consegue identificar qual é qual.
“O visual impactante do Amstaff com sua cabeça volumosa em corpo compacto e grande capacidade muscular atrai muita gente”, ressalta Gustavo Bohn, do canil American Pride, de Viamão, RS. “Tomar conhecimento da docilidade e sociabilidade da raça encanta ainda mais as pessoas”, complementa. Ele próprio foi conquistado por esses atributos. Adquiriu Zara, sua primeira Amstaff, quando vivia em apartamento. “Ela teve enorme importância para mim por estar sempre alegre e por se mostrar amorosa comigo e com minha esposa Alice o tempo todo”, revela Gustavo. Foi Zara quem estimulou Gustavo a criar a raça, atividade à qual se dedica há 13 anos. “Hoje vivo em um sítio onde acomodo meus 21 American Stafford-
shires, sendo que um deles dorme dentro de casa e os demais têm acesso ao seu interior em rodízio de dois em dois”, conta.
“O instinto de proteção territorial do Amstaff, sua expressão que deixa as pessoas na defensiva e a poderosa mordedura o tornam eficiente guardião de propriedades”, ressalta Bruno Azevedo, de Paraíba do Sul, RJ. Foi para essa função que ele comprou seu primeiro exemplar da raça, Filó Sofia, que está com 6 anos. “Apaixonei-me pela devoção, carinho e afeto da raça para comigo e comecei a criá-la.” O canil Membeca, de Bruno, já completou 4 anos.
Cristina Oberst, do Ladypark Kennel, de Passo Fundo, RS, cria Amstaff há 16 anos e possui 34 cães no plantel. Ela também chegou à raça ao procurar proteção para sua casa. “Chucky, meu primeiro cão da raça, veio com 10 meses de idade e, em apenas alguns dias, era como se tivesse sido nosso desde quando nasceu”, diz. “Ele logo se apegou a mim e a meu marido, Marco Aurélio, que me ajuda administrar o canil e é adestrador.” Chucky colocou em prática seu potencial protetor no dia em que Cristina e Marco Aurélio conversavam com um desconhecido do outro lado do portão. “Ao ver o cão silencioso ao nosso lado, tentou tocar nele e levou uma mordida”, relata Cristina. Conquistada pelas qualidades de Chucky, poucos meses depois ela estava criando a raça.
A proximidade com as pessoas da casa é importante para o Amstaff. “A raça gosta muito de contato físico, de ser esfregada e apertada, de levar tapinhas e ganhar beijos”, enfatiza Cristina. “Sem receber carinho e alguma atenção todo dia esse cão não se sente completo.”



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