Cavalier King Charles Spaniel: Como anda a criação?

31/01/2018 - 13:06

Embora tenha crescimento tímido no Brasil, pelo mundo, a raça tem muitos admiradores. Veja os desafios de sua criação

Canil: Canil Frandel Foto: Bruno Sant’Ana

Canil: Canil Frandel Foto: Bruno Sant’Ana

No Brasil o Cavalier King Charles Spaniel ainda não é tão comum e popular, mas, pelo mundo, a raça já está bastante consolidada. Na Alemanha, é o nono cão no ranking de registros do German Kennel Club (VDH). Em seu país de origem, a Grã-Bretanha, ele também é bastante apreciado. Dentro do grupo 9, ao qual pertence, o Cavalier perde apenas para o Pug, segundo estatísticas do britânico The Kennel Club (TKC). No ranking geral TKC, a raça é a 12ª mais criada. Nos Estados Unidos esse pequeno Spaniel também cresce. Enquanto que em 2013 ele ocupava a 23ª posição no American Kennel Club, em 2016, ele já está na 19ª. Já na Austrália e na França, o Cavalier é um sucesso! Segundo o Australian National Kennel, ele foi a 6ª raça com mais registros em 2016 (com 2.555 cães). Na França, nesse mesmo ano, a raça ocupou a 8ª posição do ranking francês, de acordo com dados da Societé Centrale Canine, mesmo que o pico de popularidade deles no país tenha sido em 2011, diz a francesa Nathalie Boutin, secretária geral do Club des Epagneuls nains anglais, um dos tantos clubes especializados na raça existentes pelo mundo. “Em 2011 foram 8.766 Cavaliers registrados. Desde então, esse número flutua entre 7.600 e 8.000”, aponta ela, ao explicar que tanto apreço pela raça se dá pelo fato de o Cavalier ser um cão pequeno que se adapta muito bem ao estilo de vida de seus tutores. “É um cão fácil de ser educado e podemos levá-lo para todos os lugares”, diz. Criadora da raça há 14 anos, a médica-veterinária oftalmologista Renata Squarzoni, do canil Lilies Cavaliers, de Valinhos, SP, concorda com a francesa e ainda diz que o Cavalier nasceu para ser companheiro de seu tutor. “Segue o dono pela casa toda, até no banheiro. Gosta de contato físico, de colo, de dormir junto na cama do dono, é um grude!”, descreve. A também veterinária e doutora em Reprodução Animal, Carmen Sicherle, do canil Sweet Cavaliers, se dedica à raça há 8 anos e reforça que o Cavalier não é um cão para ficar no quintal. “Ele ama o dono e sua família, adora ficar bem pertinho. Não gosta de ficar isolado quando tem alguém em casa”, ilustra. 

Com tantas qualidades como cão de companhia dócil, a expansão do Cavalier é algo natural e esperado. Contudo, alguns desafios em sua criação talvez estejam freando seu desenvolvimento no Brasil e em países onde a raça já foi mais popular, mas a quantidade de registros tem caído, como na Finlândia e Bélgica. A seguir, veja como criadores têm se organizado para afastar doenças que assombram os plantéis e garantir a qualidade dos exemplares. 

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