Bernese: belo e dócil

01/02/2019 - 10:06

Também conhecido como Boiadeiro Bernês, ele é um companheiro sociável, obediente e trabalhador

Foto: Karla Spall/Cão: Cayman Rojaus Bernas/Proprietário: canil A Don Aspen

Foto: Karla Spall/Cão: Cayman Rojaus Bernas/Proprietário: canil A Don Aspen

O Bernese Mountain Dog começou a ser criado de maneira organizada a partir de 1907. Originário da região rural de Berna, na Suíça, ele era chamado na época de Dürrbächler, por ser especialmente numeroso no lugarejo de Dürrbach. Em 1910 foi rebatizado de Boiadeiro Bernês. Nesse período ele atuava principalmente como cão de fazenda, em suas funções originais: condução de rebanhos, guarda da propriedade e tração (puxava pequenas carroças com os produtos adquiridos pelo dono em mercados). Esteticamente se destacava pela beleza de sua pelagem tricolor, formada pelas cores castanha avermelhada, branco e preto. “E, estruturalmente, já se sobressaía por exibir peito largo e pernas fortes, que o permite tracionar com facilidade”, salienta a norte-americana Suzanne Lintzenich, do comitê do Bernese Mountain Dog Club of America (BMDCA), o principal clube da raça nos Estados Unidos.

 

 Evolução estrutural

Atualmente existe uma tendência mundial de seleção de Berneses ainda mais poderosos fisicamente. “Hoje em dia temos exemplares com ossatura mais forte”, afirma Milena Anselmo, do canil Bouvier Divardan, de São Paulo. “Eles representam muito bem a raça e estão em acordo com as tendências dos criadores sérios”, completa Leonardo Silva, do canil A Don Aspen, de Santa Maria, RS. Ou seja, permanecem atendendo aos parâmetros do padrão adotado pela Federação Cinológica Internacional (FCI) e pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC) que prevê, para machos, altura de 64 a 70 cm e, para fêmeas, 58 a 66 cm. “Os exemplares da Polônia e da Rússia têm me chamado muito atenção por serem robustos, com ossatura muito boa, sem deixar de estar corretos”, declara Milena. Leonardo confirma que existe realmente uma discreta diferença entre linhagens de diferentes países. “Mas considerando criações responsáveis, elas nunca se afastam das descrições do padrão FCI”, pondera o criador.

 

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