8 formas de empresas ajudarem os animais

06/03/2019 - 15:24

Conheça instituições que promovem ações responsáveis e auxiliam no bem-estar dos pets, e inspire-se para ajudar também!

Foto: www.brewdog.com

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O caso Manchinha abalou o Brasil no final de 2018 e fez com que muitas pessoas olhassem de forma crítica a atitude de empresas em relação à causa animal. A cachorrinha foi morta por um funcionário terceirizado do Carrefour após uma terrível tentativa de tirá-la das dependências da loja de Osasco, SP. Embora tenha sido uma tragédia, o episódio serviu para aumentar o debate em torno da necessidade de se ter políticas mais responsáveis voltadas aos animais errantes nas empresas. Diante do caso, o Carrefour entendeu que precisava adotar uma nova postura e fechou uma parceria com a ONG Ampara Animal. A ação pretende viabilizar treinamentos e sensibilização dos funcionários para conseguirem lidar com casos como esse corretamente. A rede também se comprometeu a realizar ações externas de castração e eventos de adoção por todo o país.

 

É fato que o episódio atraiu os holofotes para a causa animal e fomentou iniciativas para a discussão do tema. Um exemplo foi o Enconpet, Encontro dos Protetores Animais, cuja primeira edição foi realizada em Caruaru, PE, em 19 de dezembro de 2018. O evento aconteceu no auditório do Senac Caruaru e contou com 120 convidados, dentre eles protetores, veterinários, alunos do curso de Auxiliar Veterinário da instituição e simpatizantes da causa animal. “Nosso objetivo foi unir forças para lutar pelos animais e conscientizar as pessoas que juntos podemos mais. Teve como lema ‘ninguém solta a pata de ninguém’”, descreve a assessoria do evento, que contou com uma mesa redonda com o tema: “Manchinha: o que podemos fazer para que isso não se repita”, com a participação da advogada Ana Maria de Barros, do veterinário José Simonal e da auxiliar de veterinária Ednilda Fernandes. “A legislação brasileira ainda é extremamente branda em relação aos maus-tratos dos animais. A pouca legislação que existe não é cumprida, há muita impunidade”, aponta Ana Maria, que é professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), cientista política e militante dos direitos dos animais. Ainda segundo ela, o caso Manchinha foi importante para criar empatia nas pessoas, atraindo a atenção da população para a questão dos animais. “Quanto maior a visibilidade de casos de maus-tratos, mais a sociedade sentirá a necessidade de se punir os autores desses atos. Quando a população se levanta contra a crueldade, aprende com esse processo”, opina a advogada.

 

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