Pequinês: ele voltou!

25/03/2019 - 15:43

Veja o que mudou no cão após 10 anos de ajustes no padrão FCI e como anda a criação da raça no Brasil

Foto:Johnny Duarte  / Canil Apolion’s

Foto:Johnny Duarte / Canil Apolion’s

O Pequinês já foi um dos cães mais populares do Brasil, porém, como acontece com todas as raças que atingem o auge, foi vítima da má-criação. Como resultado, atipicidades e desvios de padrão se tornaram uma realidade na raça. “A raça caiu no esquecimento e quase foi extinta devido à grande popularidade e à criação irresponsável de cães atípicos e de temperamento fraco”, comenta o veterinário Christian Miguel Guillarducci, do canil Apolion’s, de São Paulo, criador de Pequinês há 10 anos. Por conta da má-criação, exemplifica Christian, o Pequinês obteve fama de cão bravo e latidor, características que não condizem com o verdadeiro temperamento da raça. “Latem pouco, são tranquilos e apaixonados pelo tutor”, descreve o veterinário, que teme por uma nova queda na qualidade da criação caso o Pequinês se torne “o cão da moda” novamente. “Cabe aos criadores sérios manter a qualidade dos exemplares e aos tutores adquirir cães de canis responsáveis”, alerta. Já Wirlon Chaves, de Brasília, criador de Pequinês há 20 anos pelo canil Kayros Doprink, lembra que a chegada das raças Poodle e Pinscher também contribuíram para o declínio na procura pelo Pequinês. “Nos últimos 10 anos, a preferência das pessoas pelo Shih Tzu e, atualmente, pelo Spitz Alemão Anão fez com que a raça ficasse ainda menos expressiva nos lares”, afirma. Carmen Dolores N.S. Filha, de São Paulo, que se dedica à raça pelo canil Doglores desde 2009 - junto com seu sócio Ricardo S.Beck -, aponta que a queda da raça também se deu pelas mestiçagens que descaracterizaram o Pequinês. “Contudo, hoje, existe um movimento para a volta do Pequinês. Criadores comprometidos estão fazendo o possível para trazê-lo de volta”, garante Carmen. Aliado a isso, criadores de todo o mundo que são apaixonados por esse cativante cão chinês também tiveram de realizar alguns ajustes propostos pelo padrão oficial da raça em 2009 pela Federação Cinológica Internacional (FCI). “As mudanças contribuíram muito para o melhoramento da raça, assim como a dedicação de criadores sérios e as importações de cães, no caso do Brasil”, aponta Christian.

 

Hoje, também de acordo com a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), a raça ocupa a 48ª posição no ranking de registros. Apesar de ser uma posição desprivilegiada se comparada a de outros anos como 2007, quando ocupou a 29ª posição nesse mesmo ranking, a volta do Pequinês - e sem surtos de popularidade - tem sido comemorada por quem o preserva com responsabilidade e dedicação. A seguir, veja o que mudou na raça e como ela tem sido criada no Brasil segundo nossos entrevistados.

 

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