Dogue Alemão: adorável protetor

04/06/2019 - 16:01

De aparência nobre e majestosa, esse guardião é amoroso com sua família e capaz de exercer uma ampla variedade de funções

iStock.com

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O Brasil é um importante polo na criação de Dogue Alemão. Nosso país está entre os dez com maior número de registros anuais da raça: em 2017, 796 pedigrees foram emitidos pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC). E há pessoas em solo nacional que sobressaem no trabalho pelo aprimoramento do Dogue Alemão e melhoria de sua saúde. É o caso de Fabiana Fonseca, do canil Solar Wonderful, de Balneário Camboriú, SC. “Em todo o mundo, a minha criação é uma das que possui o maior número de exemplares da raça campeões”, diz ela. “Tenho poucas ninhadas, de maneira que posso selecionar para quem vou enviar o filhote, que é registrado, vacinado e microchipado. E venho conseguindo mostrar que exemplares da raça de boa linhagem e adequadamente manejados são longevos e resistentes”, completa Fabiana.

            O canil dela se destaca também por ter gerado Dogues Alemães que atuam na cinoterapia. “A utilização da raça nessa atividade é possível porque, se criada de acordo com os requisitos apresentados no padrão CBKC, ela possui temperamento extremamente equilibrado”, explica Fabiana, cujo projeto de cinoterapia existe há mais de 15 anos

 

Gigante na cinoterapia

O médico oncologista Juliano Sartori, de Erechim, RS, tem um Dogue Alemão nascido no canil Solar Wonderful, o Zeus, de 2 anos, que exerce a função de cão terapeuta desde junho de 2018. Ele é o único exemplar da raça a fazer parte da equipe de sete cachorros que atuam pelo Super Patas, grupo de voluntários que promove visitas a ambientes hospitalares, clínicas de oncologia e radioterapia e entidades voltadas para autistas e deficientes auditivos, além de um albergue para pessoas com câncer. “A participação de Zeus no grupo foi estimulada pelo seu treinador Maikel Simon, um dos idealizadores e organizadores do Super Patas, a quem conheci justamente quando fazia visitas na minha clínica de oncologia, antes de eu ter o Zeus”, relembra Juliano. “Maikel observou um grande potencial no Zeus por ele exibir ótimo temperamento, ser dócil e brincalhão. Ele também considerou um desafio adaptar o porte grande do Dogue Alemão dentro das instituições”, completa o médico. Por 8 meses, Zeus foi treinado semanalmente e aprendeu comandos básicos, como “junto”, “senta”, “deita” e “fica”. “O objetivo era manter controle sobre ele em diferentes ambientes”, relata Juliano.

As visitas de Zeus duram em torno de 60 a 90 minutos e são quinzenais ou mensais. A maioria delas se deu na clínica e no albergue para pacientes com câncer, onde a atuação de Zeus tem sido animadora, pelo fato de, entre outros aspectos, os pacientes o aceitarem muito bem, interagindo com ele durante o período que precede as sessões de quimioterapia e radioterapia, o que diminui a ansiedade e auxilia no processo de tratamento. “A estreia do meu Dogue Alemão na função ocorreu na clínica em que eu trabalho, e encontrá-lo por lá foi algo marcante”, comenta Juliano. Ele explica que, nas primeiras visitas, Zeus foi levado por Maikel.

Juliano admite que o tamanho do Dogue Alemão é sempre uma preocupação. Porém, até agora, não houve nenhuma dificuldade. “Ao contrário, sua estatura se tornou uma atração”, garante o médico. Não à toa seu outro exemplar da raça, a fêmea Glória, de 1 ano e igualmente proveniente do canil de Fabiana, está se preparando também para ser um futuro cão terapeuta.

 

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