Cães de alerta médico: um incrível olfato a nosso favor

09/09/2019 - 08:22

Entenda como os cachorros de raça podem ser responsáveis por apoiar pessoas que sofrem de diabetes e epilepsia

Catherine Scotton/iStockphoto

Catherine Scotton/iStockphoto

O seu cão consegue saber de longe a hora que você vai chegar em casa? Isso acontece, pois os cães possuem uma audição apurada e um olfato milhares de vezes mais desenvolvido que o nosso. Estima-se que o nariz de um cão tenha 200 milhões de receptores olfativos nasais. Isso quer dizer que cada receptor é capaz de identificar cheiros que estão voando pelo ar ou impregnados em objetos e que passam despercebidos ao nariz humano. 
 
Alguns peludos, quando adequadamente treinados, podem ir ainda mais longe e nos ajudar a identificar problemas de saúde, como no caso dos cães de alerta médico para auxiliar pessoas que sofrem de doenças como diabetes e epilepsia. Um estudo inédito do Ministério da Saúde feito em 2018 mostrou que o diabetes cresceu 54% na população masculina nos últimos 11 anos. Já a epilepsia é uma realidade para quase 57% da população brasileira, segundo dados divulgados em 2013 pelo Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) do Ministério da Saúde. 
 
No entanto, o Brasil não conta com uma instituição, escola ou centro que realize o treinamento de cães de alerta médico. Segundo Sara Favinha, adestradora e especialista em comportamento animal da Cão Inclusão, empresa que realiza o treinamento de cães de serviço em São Paulo, esse tipo de investimento pode ser extremamente caro, pois o responsável precisa treinar apenas um cão por vez. “O treinamento é personalizado para cada paciente. No caso do diabetes, para se ter uma ideia, são necessárias mais de 100 amostras biológicas da pessoa para realizar o treinamento do cão”, conta. “Para que o animal esteja preparado para alertar sobre a hipoglicemia a qualquer hora do dia ou da noite, o treinador precisa mudar o padrão de sono do animal, para que ele desperte quando sentir o odor da baixa de glicemia. Assim, o treinador precisa generalizar para uma grande variedade de situações que ocorrem no dia a dia”, complementa.

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