Yorkshire Terrier: de rateiro a companheiro

09/09/2019 - 08:38

Também conhecido como Yorkie, ele é um dos cães mais cobiçados no mundo. Há quem o considere o melhor para companhia

Cão: Gabriela Jealous Toy | Canil Jealous Toy

Cão: Gabriela Jealous Toy | Canil Jealous Toy

Desenvolvido a partir de meados dos anos 1800, o Yorkshire Terrier descende de várias raças, entre elas o Skye Terrier e o Maltês. No início de sua formação, se destacava pelo instinto de caça a roedores, característica típica dos terriers. “Nessa época os Yorkshires eram mais rústicos do que os atuais e foram utilizados não só como caçadores de ratos, mas também em minas de carvão, para detectar vazamento de gás e localizar pessoas soterradas”, conta Sônia Hamerski, do canil Jealous Toy, do Rio de Janeiro. “Esses Yorkies do passado pesavam acima de 9 kg e tinham caudas longas, que eram usadas para retirá-los dos buracos nos quais eles perseguiam os roedores”, acrescenta a norte-americana Cookie Rogan, do canil JonAn, também vice-presidente do Yorkshire Terrier Club of America Foundation. “Mas, pela beleza, temperamento e tamanho pequeno, eles logo sobressaíram como cães de companhia”, completa Sônia.

Evolução estrutural

Ao se observar Yorkies típicos, dos tempos atuais, várias diferenças são notadas em relação aos exemplares da raça de décadas atrás. “Eles estão mais refinados, com cabeças mais bonitas e delicadas e estruturas mais estilizadas”, comenta Neide Vasconcelos Duarte, do Brava York Tênis Kennel, de Imbituba, SC. Ela explica que, para as características estabelecidas pelo padrão racial serem fixadas, é preciso tempo: a evolução da seleção genética ocorre com o passar dos anos.
Não houve mudanças significativas nos últimos padrões do Yorkshire adotados pela Federação Cinológica Internacional (FCI), entidade a qual a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC) é afiliada. O documento atualmente em vigor foi publicado em 2012 e sofreu, seis anos depois, duas únicas atualizações – acrescentou-se que o pelo “nunca deve dificultar o movimento” e alterou-se a descrição do peso para “até 3,2 kg” (nas versões anteriores o valor máximo era 3,1 kg). “Havia Yorkies em exposições com pelagem muito exagerada, que dobrava bastante no chão. O cão simplesmente não conseguia andar sem pisar no pelo. O ideal é tocar no solo e dar apenas uma volta”, explica Neide. Ela acrescenta: “No que se refere ao peso, apenas se arredondou para mais: o Yorkshire é originário da Grã-Bretanha, onde o peso é medido mais comumente em libras e, fazendo-se a conversão, o valor é mais próximo de 3,2 do que 3,1”.

Confira esta matéria na íntegra adquirindo a edição 481. 

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