Dogue Brasileiro: admirável protetor com 40 anos de história

30/10/2019 - 10:43

Ele é criado primordialmente para guarda, função na qual demonstra excelência, e vive um período de possível expansão na cinofilia

Foto: Samy Rychen/Cão: Yago do Vento Sul (Doug)/Proprietário do cão: Leo Sens

Foto: Samy Rychen/Cão: Yago do Vento Sul (Doug)/Proprietário do cão: Leo Sens

Em 2018 o Dogue Brasileiro completou 40 anos. Sua criação passa atualmente por um momento de renovação. “Nos últimos tempos os canis que passaram a trabalhar com a raça demonstram reais interesses em criá-la. Anteriormente houve muitos casos de pessoas que registraram uma única ninhada, sem dar sequência à atividade”, afirma Pedro Dantas, desenvolvedor desse cão. “A divulgação está maior hoje e o tipo de proprietário mudou bastante, é gente que, em geral, procura na internet e estuda a raça antes de adquirir um cachorro. Quando isso ocorre, essas pessoas frequentemente passam a participar de sites com grupos de criadores e chegam à conclusão que vão iniciar uma criação de Dogue Brasileiro.”

É o caso de Leo Sens, do canil Terra Firme, de Florianópolis, que sempre gostou de cães de guarda e descobriu o Dogue Brasileiro pela internet. “Antes de iniciar minha criação pesquisei por cerca de dois anos: em buscas no Google li praticamente tudo sobre ele”, conta Leo, coproprietário de um centro de treinamento para cães, criador também de Rottweiler e Pastor Alemão e figurante credenciado por órgãos regulamentadores de provas de trabalho no País – o Clube Brasileiro do Pastor Alemão e a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC). “Consigo, assim, fazer um treinamento e uma avaliação muito profunda, algo que até então a raça não contava”, comenta Leo. Ele se refere aos testes de apreciação de caráter que os exemplares da raça realizam regularmente. As provas envolvem, sobretudo, exercícios de proteção e obediência, e possuem como principal finalidade selecionar melhor os reprodutores, de maneira que seja possível avaliar suas qualidades e defeitos com relação a questões psicológicas importantes para o desempenho como guardião. “Nelas o Dogue Brasileiro morde no braço o figurante com manga de proteção, faz investida contra ele, larga mediante comando, entre outros”, conta Leo. Pedro informa que os exercícios dos testes se baseiam no esporte chamado antigamente de Schutzhund, hoje designado IGP. “No caso do Dogue Brasileiro a modalidade é praticada apenas como método de seleção para a função da raça, a guarda: nenhum exemplar chegou a participar de provas oficiais”, afirma ele. 

Tais testes estão descritos no padrão do Dogue Brasileiro. “Até hoje isso ajuda muito na seleção da raça, que foi formada pela sistemática execução deles”, afirma Leo. Não à toa esse cão vem exercendo com bastante qualidade o trabalho de guardião pessoal e de território. “Ele tem porte físico impactante e a atitude que demonstra no portão a estranhos querendo se aproximar de seu território, latindo bastante e forte, causa tamanha intimidação que geralmente afasta qualquer tipo de ameaça”, conta Leo, cujo primeiro exemplar, Doug, veio de outro criador da nova geração, o gaúcho Diego Jung, do canil Vento Sul. “O Dogue Brasileiro apresenta uma potência de se admirar na hora de proteger o lar”, afirma Diego, que também pratica treinos de obediência e proteção com seus exemplares da raça. 

 

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