Sherlock Holmes canino: especialista na busca de pessoas desaparecidas

06/02/2020 - 15:00

Conheça o trabalho de voluntários de grupamento de busca e resgate que usa o mantrailing para desvendar casos de desaparecimento

A causa é nobre e a recompensa é a satisfação em ajudar famílias cujos entes queridos desapareceram de forma abrupta e aparentemente inexplicável. Digo aparentemente, pois para o time de 15 cães farejadores que fazem parte do Grupamento de Busca e Resgate – Sul Paulista (GBR) nada é impossível. A maioria deles é da raça Bloodhound – raça de melhor desempenho para a realização de busca de pessoas –, embora haja cães das raças Pastor Alemão (segunda raça mais usada na tarefa), Pastor Belga Malinois e até dois sem raça definida treinados no grupo. “O Bloodhound se destaca disparado do Pastor Alemão na função, pois ele ama fazer isso, é a brincadeira da vida dele. Se puder faz isso até morrer”, explica a treinadora Ana Beatriz Albernaz, de Araçoiaba da Serra, SP, líder do grupo que fundou há 13 anos. Ainda segundo ela, o Bloodhound possui resistência física inigualável para perseguir os odores que lhe foram designados, caminhando por 10 ou 15 km em um único dia sem se cansar. Esse cão trabalha por dias atrás de uma trilha, sem perder o estímulo e a vontade de encontrar o que procura. “Além disso, a conformação da raça contribui para a função. Ela possui orelhas longas que vão varrendo o chão e levam os odores em direção ao nariz; uma barbela no focinho que desempenha a mesma função; uma membrana olfativa cinco vezes maior que a do Pastor Alemão; patas alongadas e pés e mãos redondas que ajudam nas caminhadas”, lista Ana Beatriz. 

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