Lebiste: o peixe ideal para aquaristas iniciantes

Por Tiago Calil

De fácil manejo, o peixinho Lebiste é uma ótima espécie para os iniciantes no aquarismo – Foto: Mirko_Rosenau/iStockphoto.com

Fácil, colorido e simpático são palavras que resumem essa bela e curiosa espécie

Há diversos motivos para que as pessoas adquiram o seu primeiro aquário. Às vezes o motivo é que peixes são animais muito diferentes de nós e isso amplia nossa curiosidade sobre eles. Outra possibilidade é usar o aquário como um objeto de decoração da casa. Mas acredito que o motivo mais comum seja a facilidade de manejo dos peixes em comparação aos cuidados que um cão ou um gato exigem, uma vez que tempo e espaço são fatores determinantes para adquirir um pet nos dias de hoje. Contudo, a dúvida é: se você está começando o seu aquário, por qual peixe iniciar? Partindo do princípio que a espécie escolhida obviamente necessita apresentar características como resistência, fácil adaptação, beleza, docilidade e compatibilidade com pequenos aquários, dentre muitas espécies existentes uma se destaca: o famoso peixe Lebiste.

Lebiste, Guppy, Barrigudinho, Guarú. Pode chamá-lo como qui- ser, pois todos os nomes remetem ao simpático peixe da espécie Poecilia reticulata. De origem sul- -americana e pertencente à família Poecilidae, o Lebiste é criado atualmente como peixe ornamental e pode ser encontrado na maioria das lojas de aquário do mundo. Apesar do seu pequenino tamanho, esse ca- rinha esconde características únicas quando comparado a outras espécies.

Quem é o lebiste?

Ele possui as mais variadas mutações, possibilitando diversos padrões de cores, tamanho da nada- deira caudal e formato do corpo.

Este peixinho é originário de pequenos riachos de águas tropi- cais de correnteza lêntica ao norte da América do Sul. Quanto ao seu comportamento, é muito dócil e de natação tranquila. Medindo cerca de 5 cm, gosta de água rica em sais

minerais, pH levemente alcalino e temperatura em torno de 25 a 28 °C. Possui dimorfismo sexual (ou seja, há diferenças físicas entre machos e fêmeas), sendo que os machos ten- dem a ser mais coloridos e menores que as fêmeas. A espécie é onívora, se alimentando de pequenos inse- tos, larvas e algas no ambiente na- tural.

É importante ressaltar que a espécie se adapta muito bem às variações ambientais, inclusive em águas salobras (levemente salinas). No passado, devido à sua alta capacidade de adaptação, a espécie foi recomendada para ser utilizada no controle de mosquitos e introduzida erroneamente em ambiente natural, e passou a competir por recursos com diversas outras espécies locais. Atualmente, pode ser encontrado em quase todas as bacias hidrográficas brasileiras, inclusive em corpos d’água considerados poluídos.


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Colaborador – TIAGO CALIL
Biólogo, especialista em manejo de animais silvestres, aquarista, técnico em paisagismo. É também analista de treinamento sênior na Cobasi com foco nos setores de vivos.


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