Perigos no manejo do aquário (parte 2)

Categoria: Aquarismo

Autor(a): Walther Ishikawa | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co | Cidade: Campinas/SP | 07/03/2016 - 09:06

Confira diversos cuidados que ajudam a evitar surpresas desagradáveis no hobby do aquarismo de água doce ou salgada

Arquivo de Lee’s Aquarium & Pet Products

Arquivo de Lee’s Aquarium & Pet Products

Este artigo, conforme prometido, completa o do mês passado abordando mais alguns riscos que todo aquarista deve evitar. Os já citados foram bordas de vidro trincado, transporte de aquário cheio, equipamentos elétricos, produtos químicos e esterilizadores ultravioletas, além de habi-tantes venenosos do aquário.
 
Infecções
Na água cristalina dos aquários, fervilha uma sopa de vida invisível e inofensiva aos peixes e demais habitantes locais, mas que pode causar doenças ao aquarista. Bactérias como Staphylococcus (bastante comuns), Clostridium e Pseudomonas, responsáveis por infecções que podem se tornar graves, já foram encontradas em aquários. As pessoas mais vulneráveis são as que estão com o sistema imune deprimido, mas todos podem ser atingidos. Cuidado redobrado, portanto, quando quem manuseia o aquário tem doença crônica ou imunodepressora ou é transplantado, bem como se for usuário de medicamento que deprime o sistema imune.
Depois de ter contato com a água do aquário, a recomendação é sempre lavar as mãos com água e sabão. Fica um alerta também para aqueles que, ao aspirar o fundo do aquário, costumam iniciar a sucção da mangueira com a boca.
Quem tem répteis e anfíbios precisa de atenção redobrada. Esses animais são reservatórios e veículos de Salmonella, bactéria
que pode causar infecção digestiva séria. Outros patógenos preocupantes já foram isolados nesses tanques, como o vibrião da cólera.