O mundo fascinante das aves de rapina

Categoria: Aves

Autor(a): Clayton Andrade | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co | Cidade: Campinas - SP | 08/09/2016 - 16:06

Conheça melhor esses animais com diversas peculiaridades e um histórico de mais de 4 mil anos de parcerias com o Homem

iStock./©WhitcombeRD

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As aves de rapina formam um grupo fantástico. Sua vocação para a caça lhes proporciona um exclusivo conjunto de características que as tornam ágeis e eficientes na captura de presas. Com excelentes visão e audição, bico curvo afiado, garras muito fortes e voo poderoso, fazem jus à palavra “rapina”, cuja origem é o latim e significa raptar, remetendo ao ato de pegar e levar consigo

A seguir, conheça detalhes das aptidões dessas aves e do manejo delas em cativeiro.

Quem são elas?
Mesmo
com várias características em comum, as aves de rapina formam grupos bem heterogêneos, resultantes de linhagens evolutivas distintas. São encontradas em praticamente todos os continentes e nos mais variados habitats, desde matas tropicais até montanhas elevadas, distribuídas em mais de 550 espécies. No Brasil, vivem 99 delas, sendo 49 de águias e gaviões, 23 de corujas, 21 de falconídeos e seis de urubus. Muitas têm criação autorizada pelo Ibama, mas apenas parte delas é encontrada nos estabelecimentos especializados em animais exóticos (veja quadro Espécies vendidas legalmente). Elas estão nos seguintes grupos: 

Águias e gaviões – São aves de rapina que costumam usar as garras para matar suas presas. Nesse grupo existem representantes de pequeno porte, como o gaviãozinho, e de grande porte, como as grandes águias. É o caso do Gavião Real ou Harpia (Harpia harpyja), tido como a ave de rapina mais poderosa do mundo. Com asas de até dois metros de envergadura e garras quase do tamanho das de um urso, caça animais como cachorros do mato, preguiças e macacos, além de outros de menor porte. 

Falcões – De porte pequeno a médio, têm bico curto e quase sempre asas pontiagudas, o que permite voos rápidos e a captura de presas velozes. Algumas espécies podem atingir fantásticos 250 a 320 quilômetros por hora. Diferentemente dos gaviões e águias, os falcões preferem caçar principalmente aves em pleno voo e utilizam o bico para matá-las.

Corujas – De hábitos noturnos, sua excelente audição e visão lhes permite caçar em ambientes de pouca ou nenhuma luminosidade. A plumagem especial possibilita voos extremamente silenciosos, o que facilita pegar a caça de surpresa. Uma curiosidade é que as corujas não conseguem movimentar os olhos dentro de sua cavidade ocular, compensando a falta de mobilidade com os movimentos da cabeça que pode girar até 270º.