Falcoaria: a emoção de fazer a ave voar e voltar

Categoria: Aves

Autor(a): Clayton Andrade | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co | Cidade: Campinas - SP | 04/10/2016 - 09:06

As aves de rapina abordadas na edição passada – águias e gaviões, falcões e corujas – podem aprender a voar e voltar. Conheça agora a arte milenar da falcoaria

Reg McKenna/Commons Wikimedia

Reg McKenna/Commons Wikimedia

Um dos prazeres de ter ave de rapina é poder treiná-la para voar ao ar livre e voltar. Essa atividade não tem nada de novo. Pelo contrário, já é praticada a mais de 4.000 anos com o nome de falcoaria, arte reconhecida pela Unesco como patrimônio cultural imaterial da humanidade.
 Tanto o falcoeiro quanto a ave de rapina de estimação são beneficiados pela falcoaria. Sua prática proporciona exercício em contato com a Natureza, muitas vezes na companhia de outros praticantes. Para a ave, voar é uma atividade que promove bem-estar e bom condicionamento físico. Além disso, na falcoaria ela recebe atenção, ocupação e tratamento de atleta. Por exemplo, diariamente é monitorado o peso dela e a quantidade de alimento que recebe.
Quem pratica a falcoaria por inteiro ensina também a ave a caçar durante os voos. As presas geralmente são pombos criados para essa finalidade e pequenos mamíferos como coelhos. Uma das aves mais ativas na captura de presas e mais usadas nessa prática, inclusive no Brasil, é o Gavião-Asa-de-Telha (Parabuteo unicinctus).
Os voos podem ser executados mesmo sem a ave de rapina caçar, como é o caso das apresentações com objetivo de educação ambiental, para as quais todas as espécies de aves de rapina são viáveis.