Comportamento canino: cães interagem com robôs sociáveis

Categoria: Convivência

Autor(a): | Colaborador(es): | Cidade: Campinas-SP | 23/03/2017 - 08:52

Um estudo sobre comportamento canino revelou que os cães interagem com robôs mesmo que não tenham aparência humana

O PeopleBot consegue interagir imitando gestos humanos como apontar e acenar e até chamar pelo nome

O PeopleBot consegue interagir imitando gestos humanos como apontar e acenar e até chamar pelo nome

Um estudo publicado na revista Animal Cognition mostrou que os cães podem interagir com robôs mesmo sem aparência humana, principalmente os programados para ter “comportamento sociável”.  A conclusão se baseia em teste de reação a um PeopleBot, robô com cabeça de laptop capaz de detectar o que acontece à volta dele e com quatro dedos que realizam movimentos programáveis.
 

Pesquisa sobre cachorro

O experimento, aplicado em 41 cães por pesquisadores da Hungarian Academy of Science e da Universidade Eötvös Loránd, de Budapeste, comparou como cada cão interagia com um experimentador humano e com um robô, ambos desconhecidos. Nas interações, feitas em momentos diferentes, os experimentadores tinham atitudes e gestos semelhantes,  divididos em dois grupos: o “sociável” e o “não sociável”, sendo que o  “calor” das interações era bem menor no “não sociável”.

Pesquisa sobre cachorro e robô

Cada cão foi submetido a duas sessões “sociáveis” ou “não sociáveis”. Numa o experimentador era um pesquisador humano e na outra, o robô. Em cada uma delas, o cão observava por seis minutos o dono interagir com o experimentador, inclusive com aperto de mão. A sessão terminava com o experimentador apontando para um entre dois recipientes, aquele que continha petisco escondido. Todas as reações dos cães eram gravadas em vídeo, a partir de diferentes ângulos.
 
A conclusão foi que a sociabilidade teve efeito positivo na interação robô-cão, já que os gestos do robô em situação “sociável” foram compreendidos mais facilmente pelos cães do que os do robô em situação “não sociável”. Mas, nas interações com o robô, o nível do desempenho dos cães sempre foi inferior àquele ocorrido com o pesquisador humano.

A coordenadora da pesquisa, etóloga Gabriella Lakatos, é da opinião que o resultado ajudará os projetistas de robôs a produzir máquinas capazes de se integrarem mais facilmente com as famílias e seus pets. “O experimento mostrou também que as relações amigáveis entre o proprietário do cão e o robô foram um pré-requisito para criar uma melhor relação animal-máquina, sinal de que o cão continua sendo o melhor amigo do Homem”, ressalta Gabriella.
Para ver o estudo: link.springer.com/article/10.1007%2Fs10071-013-0670-7. Para ver vídeo: www.youtube.com/watch?v=ZFvlxs52fy
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