Teste de DNA identifica condôminos que deixam fezes de cachorro em áreas comuns

Categoria: Convivência

Autor(a): | Colaborador(es): | Cidade: Campinas-SP | 23/03/2017 - 10:29

Para evitar que as fezes de cachorro sejam deixadas em espaço de uso comum, americanos criaram um sistema que identifica qual o condômino responsável pelo animal

Retirada de células da bochecha: permite identificar o DNA do cão para cadastrá-lo no banco de dados e então é feito o e

Retirada de células da bochecha: permite identificar o DNA do cão para cadastrá-lo no banco de dados e então é feito o e

Foi lançado recentemente nos Estados Unidos um serviço que permite identificar de qual cão saíram as fezes encontradas em áreas comuns de condomínios ou em outros locais públicos. Trata-se do PooPrints (Impressões de Cocô), do laboratório Bio Pet Vet Lab, de Knoxville, no Tennessee, Estados Unidos, especializado em testes de DNA.

O serviço é especialmente útil para os condomínios nos quais nem todos os moradores cumprem o regulamento quanto à obrigatoriedade de coletar os dejetos de seus cães nas áreas comuns, apesar das cartas e dos avisos educados recebidos.

Como acontece na maioria das comunidades com diversos donos de cães, nas áreas comuns do condomínio Devon Woods, com 398 casas, situado em Braintree, em Massachusets, nos Estados Unidos, era comum pisar em fezes caninas. Buscando uma maneira de conseguir responsabilizar os infratores, a síndica Bárbara Kansky pesquisou na internet e descobriu o PooPrints.

O contrato foi assinado em julho passado. A implantação do sistema consistiu na coleta inicial de células da parte interna da bochecha de cada cão do condomínio, feita com uma haste plástica semelhante à de cotonete. As amostras foram enviadas ao laboratório, o qual identificou o DNA de cada cão e inseriu a informação num banco de dados, juntamente com uma ficha do cão e do proprietário dele (o custo foi de 59,95 dólares por animal, cerca de 150 reais).

A partir daí, cada vez que um cocô canino é localizado em área comum do condomínio, basta enviar uma pequena amostra dele ao laboratório para a empresa extrair o DNA e compará-lo com os DNAs do banco de dados (o dono do cão deve reembolsar o condomínio pelo gasto de 50 dólares, cerca de 120 reais, e pagar mais uma multa de 100 dólares, aproximadamente 230 reais).

 “Só pelo fato de termos implantado o PooPrint, os excrementos desapareceram das áreas comuns”, diz Bárbara. “Tivemos apenas um caso, cujo responsável foi punido.” Agora não há mais como o condômino flagrado desafiar a síndica dizendo “prove que é do meu cão.” Para saber mais:
www.pooprints.com