Vai à praia neste Carnaval? Cuidado com mosquito transmissor do verme do coração

Categoria: Educação/ Consultório

Autor(a): Targetsp | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas | 29/01/2018 - 15:48

Veja como prevenir a dirofilariose, doença transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, que provoca insuficiência cardíaca nos pets e tem maior incidência no verão

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Com o aumento dos mosquitos no verão, cresce o risco de transmissão de doenças. No caso dos pets, o mesmo mosquito que propaga a dengue entre os humanos pode transmitir a dirofilariose, conhecida como a doença do “verme do coração”. O parasita transmitido pela picada do mosquito se aloja no coração de cães e gatos, provocando lesões e até insuficiência cardíaca. A incidência é maior em regiões litorâneas, mas também há casos na capital paulista.


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“Prevenir é fundamental. Também convém fazer check-up antes e depois das viagens, para obter informações com os veterinários sobre a melhor forma de proteger e tratar dos pets”, afirma a veterinária e gerente de clínicas da Petz, Karina Mussolino. Ela explica que a prevenção deve ser feita com aplicação mensal de vermífugos ou com uma dose anual da vacina contra o parasita Dirofilaria immitis. Apesar de a doença afetar também os gatos, a vacina por enquanto só é indicada para cães a partir de 9 meses de idade.


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O que é a doença?
Além do Aedes aegypti, a doença pode ser transmitida pela picada dos mosquitos Culex e Anopheles infectados. Apatia, tosse, falta de ar, perda de peso, cansaço e dificuldade para se exercitar são alguns dos sinais da doença, que vem se espalhando de forma silenciosa. “Pode ser detectada com um simples teste de sangue e, caso seja diagnosticada cedo, as chances de recuperação são maiores”, orienta a Dra. Karina.


Como tratar?
Quando instalada, a dirofilariose reduz expectativa de vida, pode deixar sequelas graves e até matar por insuficiência cardíaca súbita. O tratamento tem como foco acabar com as microfilárias (vermes jovens), evitando que novos parasitas cheguem à fase adulta e, com isso, se reproduzam e ocupem mais espaço no coração e nos vasos sanguíneos no pet. O tipo de remédio, o período e a dosagem devem ser determinados pelo veterinário, pois podem variar pelo número de vermes, a duração da infecção e a resposta do organismo do pet.