Saiba como economizar nos gastos com o pet!

Categoria: Convivência

Autor(a): Aliança Internacional do Animal (Aila) | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas | 29/01/2018 - 17:25

Durante a crise financeira, saber reduzir custos com o pet evita o abandono

iStock/ damedeeso

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A chegada de um animal de estimação à família significa que aquela nova vida precisa de cuidados especiais. Vacinas, vermífugos, antipulgas, alimentação saudável, brinquedos, lugar confortável para dormir, passeios, acompanhamento veterinário, atenção e amor devem fazer parte do dia a dia do amigo peludo. Para garantir tranquilidade para o pet e para a saúde financeira dos donos, demos algumas dicas de onde o tutor pode economizar sem oferecer prejuízos ao animal. A veterinária Ana Carolina Junqueira Mendes, da Aliança Internacional do Animal (Aila), organização não-governamental que atua há quase 20 anos em prol do bem-estar dos animais, lista uma série de atitudes que ajudarão os donos a manter seus animais em período de contenção de despesas, evitando abandonos:
Posse responsável: Ao adquirir um animal, é essencial ter consciência de que ele fará parte da família para sempre, assim como acontece com uma criança. Não dá para descartá-lo porque o dinheiro é pouco, certo? Se está pensando em adquirir um peludinho, é bom saber que a adoção ajuda a reduzir a quantidade de animais abandonados em abrigos (aqueles que têm sorte de serem acolhidos) e nas ruas (expostos a todo tipo de violência). De acordo com informações da OMS (Organização Mundial de Saúde), há 30 milhões de cães e gatos abandonados no Brasil. Na grande São Paulo, esse número passa dos 2 milhões.


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Planeje-se para ter um pet: Saber quanto gastará com o animal é o melhor caminho para organizar o seu orçamento. O pet precisará de alimentação de qualidade, vacinas, vermífugos, remédio antipulgas, brinquedos e um lugar adequado e seguro para dormir. Os adotados, habitualmente, já vêm castrados e com as vacinas para a sua faixa etária em dia. Coloque tudo no papel, pesquise preços e tire dúvidas com o médico veterinário de sua confiança. Banho em casa ou no pet shop? Para a veterinária Ana Carolina, tudo depende da pelagem do animal. “Se for curta, o dono pode dar banho em casa mesmo”, orienta. Ter todo o material de banho ao alcance das mãos é mais um ponto a ser levado em conta, de acordo com Ila Franco, fundadora da Aila. “Os cuidados com as orelhas são extremamente importantes. Não deixe cair água no focinho. Se isso acontecer, seque com a toalha”, ensina Ila. Ela avisa que há cachorros que precisam de banhos semanais, outros não. “Dar banho só por dar e não observar as reais necessidades do animal é uma rotina já estabelecida e corriqueira”, explica Ila. Converse com especialistas e peça informações sobre os melhores produtos de higiene, cuidados na hora de secá-los, como mantê-los tranquilos durante o banho, sugestões de tosa e corte das unhas. 

Negociar valores mais em conta quando 
você leva o animalzinho toda semana a 
um mesmo local é um ótimo negócio.


 
Saúde em dia: Prevenir é o melhor remédio para o seu bolso e para a saúde do seu companheiro de quatro patas. Pelo menos uma vez ao ano o animal precisa ir ao veterinário para passar por um check-up e atualizar as vacinas. Esse acompanhamento pode evitar que problemas simples de saúde se agravem e precisem de intervenções cirúrgicas, aumentando as despesas. Planos de saúde para cães e gatos, consultas em clínicas com preços populares e negociar descontos com aquele profissional que você já conhece ajuda a manter as finanças em ordem.
 
Conforto com economia: Quando o dinheiro está curto, é preciso focar nas reais necessidades dos animais. Se não dá para comprar aquela caminha incrível que você viu no pet shop, use a criatividade e os itens que você tem em casa. Lençóis e travesseiros limpos que estão guardados no fundo do armário podem se transformar numa caminha confortável para cães e gatos. O mesmo vale para comedouros e bebedouros. Não é preciso comprar os mais caros, apenas escolher aqueles que são específicos para essas funções.


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Alimentação que cabe no bolso: Se aquela ração premium não se encaixa mais no orçamento, opte por uma mais em conta – que seja de boa qualidade – ou alimentos orgânicos, frutas, fibras, verduras, legumes e carnes. Frutas não ácidas, como maçã (sem semente), banana, pera (sem semente), mamão e figo podem ser oferecidas desde com o consentimento do veterinário do animal. No quesito verduras e legumes, recorra à cenoura, à vagem, à couve e ao espinafre. Carnes magras, frango e cordeiro são ótimas pedidas para o cardápio. “Evite as carnes gordurosas e gordura em geral”, alerta a veterinária Ana Carolina. Na lista do que não oferecer aos pets estão ainda os alimentos com amido, pão e cebola, que é tóxica para os cachorros. Caso opte por cozinhar os alimentos para o pet em casa, após definir o cardápio com seu veterinário de confiança, evite sal, gordura e temperos. Esses cuidados valem para cães e gatos. Antes de trocar a ração por comida, além de avaliar se os custos compensarão, peça uma avaliação completa do médico veterinário. Só ele pode analisar as reais necessidades nutricionais do seu amigo, levando em conta o peso, a raça e outras especificidades.
 
Medicamentos: Nada de sair gastando uma fortuna com remédios, a não ser que eles sejam recomendados pelo médico veterinário. Esqueça aquela história de ter uma farmácia em casa para casos de emergência.