7 dúvidas sobre a giardíase em cães e em humanos

Categoria: Educação/ Consultório

Autor(a): Zoetis | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas | 23/03/2018 - 16:19

Sintomas da giardíase incluem diarreia, fezes pastosas e fétidas, vômitos, dor abdominal, desidratação e perda de peso

iStock/ cynoclub

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A giardíase é uma infecção causada pelo protozoário Giardia lambliaNos cães e seres humanos, o parasita se prende à parede do intestino delgado e causa problemas gastrointestinais como diarreia e vômito. Se os sintomas não forem tratados adequadamente, pode haver complicações como desidratação e, em casos extremos, levar à morte.

A doença pode ser transmitida para o homem, por isso é considerada uma zoonose pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O contágio ocorre quando há a ingestão de água ou alimentos contaminados pelos cistos (“ovos”) do protozoário. Os cistos também podem ser encontrados nos pelos dos animais.

O médico veterinário e gerente técnico e de pesquisa aplicada para animais de companhia da Zoetis, Alexandre Merlo, esclarece dúvidas frequentes dos tutores sobre a doença. Confira:


1.   Como meu cão pode se infectar com a giardíase?
Levar o seu cãozinho a locais com grande presença de animais, ou mesmo a convivência de mais de um cão no mesmo local, expõe o seu companheiro a diversas infecções, sendo o protozoário Giardia um deles. A infecção ocorre por meio da ingestão das fezes de um animal infectado. Essas fezes podem estar na terra, diluídas na água de bebida ou misturadas em alimentos. Além disso, mesmo em superfícies aparentemente limpas, como pisos, pode haver cistos do protozoário que causam a infecção.
 
2.   Meu cachorro toma vermífugo com regularidade, mesmo assim ele corre o risco de se contaminar com a doença?
Sim, é possível. Os vermífugos variam em sua composição e podem funcionar ou não para tratar a giardíase, conforme forem seus princípios ativos. O médico veterinário é quem pode esclarecer esse tipo de dúvida.
 

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3.   Quais são os sintomas da doença?
Os principais sintomas são diarreia, fezes pastosas e fétidas, vômitos, dor abdominal, desidratação e perda de peso. Em casos mais graves, a infecção pode levar o cão à morte. Por conta destes sintomas, a infecção pode ser facilmente confundida com outras enfermidades intestinais e tratada de maneira incorreta. Por isso, é fundamental identificá-la rapidamente e, acima de tudo, preveni-la.
 
4.   Como prevenir a giardíase no cão?
Para proteger o animal contra a giardíase, cuidados básicos de higiene como verificação da fonte da água para beber e limpeza adequada de pisos e instalações são importantes. A vacinação também é uma excelente medida preventiva porque nem sempre é possível impedir que os animais entrem em contato com os cistos de um ambiente contaminado. Para animais já vacinados, doses anuais são recomendadas. 
 
5.   Se a giardíase é difícil de identificar apenas pelos sintomas, como vou descobrir se é giardíase mesmo?
Ao perceber os sintomas, leve o seu cão para uma consulta com um médico veterinário. Apenas o especialista conseguirá identificar se são causados pela giardíase ou não, por meio de exames laboratoriais.


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6.   Meu cão foi diagnosticado com a doença. Qual o tratamento neste caso? Ele pode ser vacinado?
O tratamento será feito com medicamentos específicos para a doença. O cão deve ser banhado com maior frequência e limpo sempre que defecar, para evitar espalhar os cistos pelo ambiente. O local onde o animal defeca deve ser limpo cuidadosamente, pois os cistos podem ter se espalhado e, desta forma, poderão causar nova infecção. Produtos à base de amônia quaternária podem ajudar nessa limpeza.

Caso você tenha outros animais em casa, mantenha-os afastados do cão infectado e leve-os para fazer exames, a fim de descartar o problema. A limpeza do ambiente e do cão, além da administração dos remédios receitados pelo veterinário, são essenciais para que o cão fique livre da doença. 
 
7.   Como a giardíase é transmitida para o ser humano?
A doença pode ser transmitida pelo contato com as fezes dos animais infectados, bem como água contaminada com os cistos. Por isso, quando o animal é identificado com a doença, os membros da família geralmente também precisam passar por uma avaliação para verificar se precisam de tratamento.
 
A giardíase é relativamente comum em humanos. Estudos científicos revelam que uma em cada cinco crianças brasileiras em fase pré-escolar (de 2 a 6 anos) apresentam infecção por giardíase. Em creches, a frequência da doença chega a atingir mais da metade das crianças, devido ao uso de água não fervida e não filtrada. Aliás, a giardíase é a principal infecção intestinal detectada nestes estabelecimentos. A lavagem das mãos apenas com água também é um fator de risco para a infecção.