Dúvidas sobre alimentação natural para pets

Categoria: Convivência

Autor(a): Agência Deadline | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas | 17/04/2018 - 11:23

Oferecer comida, com dieta balanceada por profissional, pode ser uma boa opção para seu animal de estimação

iStock/ Magone

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Chegou o momento que os pets mais adoram no dia: comer! Se você imagina que o comedouro serve só para ração, está muito enganado, há muitas outras formas de alimentar cachorros e gatos, por exemplo, com uma alimentação natural, rica em nutrientes e extremamente saborosa. O resultado disso é, sem dúvidas, conferir de perto a forma como os bichinhos encaram esse momento tão delicioso e com possibilidades de ser ainda mais alegre e proveitoso.

Para entender melhor sobre o assunto, a veterinária Gisele Starosky, da Fórmula Animal, farmácia especializada em medicamentos manipulados para animais, fala sobre a alimentação natural no dia a dia dos animais de estimação.

 A veterinária ressalta o ponto mais importante quando se fala de alimentação natural (AN): “É extremamente importante que os donos de animais de estimação saibam exatamente a diferença entre alimentação natural e restos de alimentos que nós humanos consumimos com frequência, pois não são, nem de longe, a mesma coisa.”

Alimentação natural × alimentação humana

Não é a mesma coisa! Segundo a veterinária, infelizmente muito proprietários de cães e gatos acham que alimentação natural é dar restos da nossa comida a eles, porém, cães e gatos possuem exigências nutricionais diferentes das nossas. Além do mais, alimentos que consumimos podem causar intoxicações nesses animais, como é o caso do chocolate, sendo muito prejudiciais à sua saúde por conter substâncias nocivas.

É importante saber ainda que alimentos naturais são totalmente livres de produtos químicos e sem conservantes, e ainda podem ser servidos cozidos e até mesmo crus para os pets, mas sempre respeitando as necessidades nutricionais e fisiológicas dos animais.

Qual a frequência da alimentação natural certa?

De preferência, três vezes ao dia, em porções moderadas e sempre seguindo à risca as orientações do médico veterinário que prescreveu a dieta. Nada de pratos muito cheios na hora do almoço, por exemplo, o ideal é que a comida seja ofertada na mesma quantidade em todos os períodos do dia.


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Alimentos que devem ser extremamente evitados

Existem ainda muitos alimentos que muitos donos de pets insistem em oferecer aos seus animais diariamente sem notar que eles fazem um grande mal aos bichos. É o caso de alimentos com muito sal, temperados e com condimentos. Um bom exemplo são os alimentos das festas e reuniões de família que sempre acabam sendo oferecidos aos pets por algum visitante. Esses alimentos são causadores de males como vômitos, alergias, e em situações mais graves intoxicação e, infelizmente, possibilidade de levar o pet ao óbito.

A veterinária Gisele ainda afirma que para animais carnívoros, como cães e gatos, o ideal mesmo é que sejam oferecidos alimentos com rica proteína, ou seja, carnes, e que sejam evitadas dietas com alto nível de carboidratos, como é o caso da alimentação humana.


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Opções frescas são ideais para o prato dos pets

Tendo como base a carne para uma rica alimentação natural para os animais de estimação, é essencial incluir opções como carnes frescas de galinha, peru, pato, carne de boi, cordeiro, porco e peixe. Além disso, alguns vegetais também podem ser inseridos no menu dos bichinhos, mas em menor quantidade. Boas sugestões são a couve, alface, brócolis, cenoura, abóbora, beterraba. E com relação às frutas, podem ser administradas para cães, banana, maçã (sem a semente), caqui (sem a semente), pêra (sem a semente), manga, morango, kiwi, goiaba. Mas atenção máxima às uvas e passas, que jamais devem ser consumidas pelos pets, pois elas são extremamente nocivas ao intestino deles e podem causar sérios danos à saúde do animal.


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Ossos são permitidos?

São. Porém, para os animais de pequeno porte e raças com focinho achatado, como os bulldogs, eles devem ser moídos, pois são mais complicados de serem digeridos pelos cães. Mas, caso o dono não queria oferecer ossos ao seu pet, sem problemas! O cálcio presente nesses ossos pode ser facilmente suprido com a ajuda de suplementação e, assim, os donos ficam mais tranquilos também.

A refeição cozida é melhor do que a crua?

Segundo a veterinária Gisele: “A alimentação crua, quando formulada corretamente pelo médico veterinário especializado em Nutrição é muito completa e balanceada, pois ela contém todos os nutrientes essenciais aos animais, enzimas, probióticos e antioxidantes. Porém, é sabido que quando ofertada crua, a alimentação natural deve dispor de uma manipulação correta, além do acondicionamento conveniente, a fim de evitar problemas de saúde nos animais.”

Isso significa que, em muitos casos, a alimentação cozida diminui bastante o risco de contaminação por bactérias, e se o dono não tem muito tempo e atenção para dar alimentos crus ao seu pet, é melhor optar pelo cozimento do alimento. O médico veterinário vai auxiliar na melhor escolha.


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Os pets podem beber sucos e chás?

Um pouco. No caso dos chás, convém evitar aqueles que contêm cafeína, composto que pode causar lesões na saúde do animal. Mas se mesmo assim o dono quiser oferecer a bebida para seu cão ou gato, uma boa opção é o chá das folhas de maracujá, que serve como um calmante natural, mas sempre tomado em poucas quantidades e não de forma frequente.

O que é excelente mesmo é a água de coco, que hidrata e possui nutrientes muito bons para a saúde dos pets. Porém, como sempre, não pode ser servida de forma exagerada, pois os pets tendem a querer trocar a água pela água de coco. Ela pode ser inclusive congelada e servida como um sorvete canino para refrescar o calor.

Que alimentação é melhor, de fato?

Para a veterinária, é sempre bom analisar caso por caso. Alguns pets se identificam e se adaptam melhor com as rações já conhecidas, que também são bastante completas em termos de nutrientes. Outros são mais difíceis de agradar, e podem preferir a alimentação natural. O melhor mesmo é consultar um veterinário periodicamente e juntamente com ele decidir o alimento que melhor se encaixa em sua realidade e do pet. O mercado de alimentos oferece diversas opções, o seu veterinário de confiança poderá te orientar melhor sobre cada uma delas.