Já pensou em ser um fotógrafo de pets?

Categoria: Na íntegra

Autor(a): Samia Malas e Marcos Pennacchi | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas | 18/04/2018 - 17:29

Veja como é o dia a dia e as dificuldades de quem tira lindas fotos dos nossos queridos animais

iStock/ tolstnev

iStock/ tolstnev

Passar o dia fotografando cães e gatos pode parecer “mamão com açúcar”. Mesmo parecendo a profissão dos sonhos para muitos, quem já se arriscou a capturar imagens dos próprios pets em casa sabe que a tarefa não é fácil.


Arquivo pessoal Johnny Duarte

Johnny Duarte, do estúdio Fotoanimal, de São Paulo, dá um exemplo do que pode acontecer. “Certa vez, assim que terminei um ensaio com um Labrador chamado Marley, ele veio fazer xixi nas minhas costas e no equipamento por pura dominação”, ilustra. Outra situação dessas aconteceu numa sessão de fotos de ordenha para uma empresa veterinária. “Fiquei com 12 traseiros de vacas apontando para mim, podendo disparar a qualquer momento”, diz. “A situação não é fácil, e olha que disparam...e respinga, sem mencionar os carrapatos subindo na gente”, completa.


Arquivo pessoal Johnny Duarte
 
 
Ataque em pleno ensaio fotográfico
Um dos episódios vividos pelo fotógrafo de pets Marcelo Palmeira, de Amparo, SP, há 16 anos na profissão, aconteceu em Petrópolis, RJ. “Fui contratado para um job de um canil de Tosa Inu, incrível raça guardiã de grande porte e dotada de muita coragem e determinação, mas socializável”, comenta. 
 
A sessão foi realizada em uma antiga baia repaginada para servir aos cães. “O espaço era grande e bonito, assim como o meu modelo, um Tosa macho com aproximadamente 90 quilos”, descreve. O cão foi posicionado como esfinge e Marcelo começou a disparar a câmera. Quando completou o primeiro rolo (sim, na época ainda se usavam filmes), estava confiante. Sentia-se “amigo da fera”, como brinca.


Arquivo Marcelo Palmeira

Pediu então para o tratador deixar o cão sem guia, mas sem sair de perto. Para mudar o fundo das fotos, fechou a parte inferior da porta da baia. Clicou outros dois rolos de filmes e, quando carregava mais um, aconteceu o imprevisto. O Tosa saltou repentinamente na direção de Marcelo. “É incrível como um cão tão pesado conseguiu ser ágil como um gatinho!”, comenta. “Instintivamente, pulei ‘voando’ por cima da porta da baia que eu havia encostado”, relata. 
 
Pálido por conta do susto, Marcelo se recompôs, tomou coragem e reassumiu o trabalho. Claro que o cão voltou para a guia e que não faltaram risos e comentários das cinco pessoas que haviam presenciado o memorável salto olímpico.