Você está realmente preparado para ter um pet?

Categoria: Convivência

Autor(a): Atitude Com. | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas | 11/09/2018 - 10:58

Animais de estimação precisam de dedicação e muitos fatores devem ser considerados para garantir o bem-estar tanto da família e do pet

iStock/ Minerva Studio

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É inegável que ter um animal de estimação em casa traz muita alegria para a família toda, afinal, pets ajudam a diminuir o estresse e a ansiedade, entre muitos outros benefícios. Mas, para isso, é preciso considerar uma série de fatores, antes de decidir ter um pet.

Em períodos de férias, por exemplo, o número de casos de abandono cresce 70% no Brasil, o que demonstra a falta de preparo das pessoas no momento de adquirir um pet. "Antes de levar um animal para casa, é preciso analisar se, de fato, a pessoa está disposta a assumir um compromisso tão sério e por muito tempo. Cães e gatos vivem mais de uma década, são muitos anos de dedicação com alimentação, cuidados com a saúde, banhos e passeios, que devem fazer parte da rotina dos pets", comenta Ricardo Cabral, veterinário da Virbac, especialista em saúde animal.

Se a decisão for ter um bichinho de estimação, o próximo passo é analisar que raça ou porte é mais adequado ao estilo de vida de cada tutor ou família, considerando também o espaço disponível.

 

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Confira essas dicas:

1). O perfil do pet: São diferentes tamanhos, pesos, temperamentos, necessidades e peculiaridades entre os pets. O Husky Siberiano é muito sensível ao calor, o Bulldog Inglês é propenso à obesidade e o gato Persa demanda maior atenção com a pelagem, por exemplo. Os gatos são mais independentes e podem ficar sozinhos por mais tempo. Assim, em caso de ausência do tutor por longos períodos, o ideal é ter mais de um gato em casa. Já os cães precisam da presença dos tutores com mais frequência.

Os filhotes demandam mais tempo e dedicação para serem educados, enquanto os adultos já têm um comportamento estabelecido devido à maturidade, o que é favorável aos tutores que não têm muita disponibilidade. É necessário também ter um espaço adequado para cada porte de animal.

2). Passeios: Outro aspecto a ser analisado é se o tutor está disposto e tem tempo para os passeios, ou se pode pagar por um profissional que faça isso periodicamente. Todo cão precisa de caminhadas para ter uma boa saúde física e psicológica, e algumas raças ainda exigem exercícios mais intensos e frequentes.

3). Viagens: É necessário avaliar se o tutor consegue custear viagens, caso sejam constantes, e se o tutor pode levar junto seu companheiro. Caso não possa, também convém checar se tem um lugar de confiança para deixá-lo, como a casa de parentes e amigos ou sob a responsabilidade de um cuidador. Uma boa opção são hotéis específicos para pets, mas deve-se considerar o custo da hospedagem.

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4). Todos de acordo: É fundamental que, na família, todos tenham o desejo de receber um animal em casa, para evitar desentendimentos, maus-tratos ou abandono do bichinho.

5). Investimento: Além de carinho, os pets exigem alimentação, cama, banhos, vacinas e consultas no veterinário – em muitos casos, problemas de saúde levam a tratamentos longos com o uso de medicamentos e até cirurgias.

Ter um animal de estimação é assumir a responsabilidade de cuidar de mais uma vida, dedicando tempo, amor e investimento. Então, faça uma boa reflexão antes de levar um bichinho para casa e contribua para uma guarda responsável.