Cães-guia são formados por Kennel Club e ajudam deficientes visuais em sua rotina

Categoria: Convivência

Autor(a): Julio Mangussi | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co | Cidade: Campinas/SP | 05/10/2018 - 10:35

Incentivado pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC) desde 2014, o programa habilita cães das raças Golden e Labrador Retriever para acompanhamento de deficientes visuais

Foto: divulgação

Foto: divulgação

 

 

“Minha vida hoje vai ser totalmente diferente”, conta feliz o deficiente visual Ivanilton Portela. O professor brailista de 42 anos, que mora em Jaboatão dos Guararapes na Região Metropolitana do Recife, está desde janeiro treinando com o Golden Retriever Mamute para estabelecerem um vínculo. “Vou me sentir muito mais independente. Estou muito alegre”, emociona-se. O animal é o mais recente cão-guia formado e doado pela equipe do Kennel Club do Estado de Pernambuco, que é responsável pelo projeto Escola de Cão-Guia.  

 

Incentivado pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC) desde 2014, o programa habilita cães das raças Golden Retriever e Labrador Retriever para acompanhamento de deficientes visuais no dia a dia pelas ruas de Pernambuco. O projeto foi fundado em 2010 e, até o momento, já formou e doou cinco cães. 

 

Mas qual a diferença desses cachorros, afinal? Basicamente, o cão-guia é um animal adestrado para guiar e auxiliar pessoas cegas ou com grave deficiência visual no dia a dia. Eles têm capacidade de discernir perigos e obstáculos nos percursos dos deficientes. Para adquirir essa habilidade é necessário um trabalho orquestrado e rigoroso de adestramento. 

 

Membro da equipe de treinadores do projeto, Morgana Freire Dias destaca o cuidado e o respeito que devem ser tomados com pessoas cegas acompanhadas desses animais. “Esses cães, quando estão com guia, são cães de serviço. O treinamento os ensina a proteger, guiar e tornar o deficiente mais autônomo para se locomover no dia a dia”, explica. Por serem animais extremamente dóceis, não são raros os casos de pessoas que queiram dar carinho a eles enquanto estão com seus parceiros na rua, mas há restrições. “É importante não alimentar e nem mesmo tocar no cão-guia, para que ele não saia da concentração e ponha seu dependente  em situação de perigo”, completou.

 

“O projeto cão-guia, assim como o Cão Funcional e os projetos de terapia assistida com cães desenvolvidos por Kennel Clubs e Federações em todo o país são formas para apresentar à sociedade o potencial de cães de raça e estreitar as relações entre pessoas e animais. É um orgulho para nós incentivar e desenvolver esses projetos”, salienta Fábio Amorim, vice-presidente da CBKC.