Cães ajudam a controlar a pressão arterial do dono

Categoria: Convivência

Autor(a): Erika Friedmann | Colaborador(es): Jornalismo TopCo | Cidade: Campinas | 27/09/2019 - 11:16

Pessoas com mais de 50 anos: saúde beneficiada pelo convívio com cães

barsik / ISotckphoto

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A ideia de que o convívio com cão contribui para o controle da pressão arterial em pessoas com mais de 50 anos foi reforçada por uma recente pesquisa da Faculdade de Enfermagem da Universidade de Maryland, publicada na revista Anthrozoös em dezembro.  No trabalho, apoiado pelo Centro Waltham de Nutrição Animal, o convívio com cães foi associado à redução da pressão arterial sistólica, exercida quando o músculo do coração se contrai, e da diastólica, que ocorre quando o músculo cardíaco relaxa.O estudo, que incluiu também alguns donos com gatos, sugere que os cães, em especial, podem ajudar a retardar o progresso ou aparecimento da hipertensão em pessoas com mais de 50 anos”, diz Sandra McCune, chefe cientifica do setor de Interação Homem-Animal do Centro Waltham.

 

Três meses de medições

 

O estudo monitorou, por três meses, 32 donos de cães e/ou gatos (29 eram mulheres), com 50 a 83 anos de idade e com hipertensão em nível pré a moderado, a maioria em tratamento primário para a doença, inclusive tomando medicamentos para redução da pressão. Do total, 21 tinham só́ cães, 8 só́ gatos e 3 tinham cães e gatos.

Divulgação

A presença de cachorros em uma rotina normal pode reduzir a pressão sanguínea em adultos com hipertensão moderada”, diz a pesquisadora Sandra McCune

A pressão arterial de cada participante foi medida a cada 20 minutos, enquanto estava acordado, com um pequeno dispositivo utilizado durante as atividades diárias. No primeiro dia do estudo e 30 e 90 dias depois, a medição foi feita em ambulatório, durante um dia, para assegurar a precisão dos registros. Nos demais dias, o monitoramento era contínuo durante as atividades corriqueiras das pessoas, as quais estavam instruídas para anotar em um diário as ocorrências que poderiam influenciar as medições, como o tipo de atividade realizada, o estado do humor, o grau de proximidade do animal de estimação e/ou de outras pessoas.

O resultado obtido veio se somar às crescentes evidências de que os animais têm papel terapêutico na saúde cardiovascular de seus donos”, conclui a autora do estudo, Erika Friedmann, professora da Universidade de Maryland