Rinoplastia animal cresce entre pets que têm problemas respiratórios

Antes e depois de rinoplastia em Buldogue Francês
Raça Buldogue Francês está entre as que podem ser submetidas à cirurgia, caso seja necessário – Fotos: Divulgação

Cães e gatos de raças braquicefálicas – ou popularmente conhecidas como raças de focinho curto –, como Buldogue Francês, Bulldog Inglês, Pug e Pequinês, e, nos gatos, os Persas, são muito populares no Brasil. E exigem cuidados particulares para manter sua saúde e bem-estar, como evitar caminhadas em horários quentes. Contudo, um tipo de cirurgia vem crescendo entre exemplares dessas raças: a rinoplastia, em que é retirado de excesso de palato mole e é feita a correção da narina estreita – condição que é desqualificante em competições e indesejada em animais dessas raças. Segundo o padrão oficial CBKC/FCI do Buldogue Francês, por exemplo, a “inclinação das narinas bem como a trufa arrebitada devem permitir uma respiração nasal normal”. Porém, essa não é a realidade de todos os exemplares dessa raça. “Comprar animais de raças braquicefálicas em canis confiáveis, com boas recomendações, é fundamental, além de verificar se o animal já possui o estreitamento de narinas antes da compra”, aponta Ana Paula Ferreira Castro, médica-veterinária diretora da Animal Clinic, de Curitiba. “A cirurgia é simples, feita no centro cirúrgico e com anestesia geral, e dura cerca de meia hora. O pós-operatório é muito simples, pois o corte é pequeno, não sangra e no mesmo dia o cachorro pode ir para casa”, explica a profissional. 

Quando fazer?

Tal cirurgia, explica Ana Paula, é indicada para casos em que o animal apresenta roncos, falta de ar, intolerância a exercícios, entre outros sintomas. “Como as vias aéreas são obstruídas, impedindo o fluxo adequado do ar até os pulmões, eles geralmente roncam, fazem barulho ao respirar etc. Além disso, como os animais fazem a troca de calor por meio da respiração, em temperaturas muito elevadas, é muito comum que eles cheguem a um caso de hipertermia, o que pode levar à morte. Com uma simples avaliação física do veterinário já é possível saber se a cirurgia é indicada ou não”, diz. 

Fique alerta

A veterinária Ana Paula ainda alerta que, com o passar do tempo, se a cirurgia não for realizada, diversos problemas sérios podem surgir devido a força que o pet faz para conseguir respirar, forçando pulmão e traqueia, o que pode acarretar problemas como colapso de traqueia, falta de ar, hipertermia, entre outras, incluindo a morte do pet. A cirurgia custa, em média, R$ 2.500. 


Por: Samia Malas


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