Medicina integrativa: Por que ela é tão importante para o pet?

Saiba como esse nicho da veterinária pode ajudar o seu animal de estimação

Por Debora Gouveia Santos

Foto: Humonia/IstockPhoto

A medicina integrativa é uma prática médica que vem sendo muito utilizada nesses últimos anos e trazendo grandes resultados positivos para a nossa vida e também para a de nossos animais. Ela é uma abordagem da medicina convencional que agrega terapias alternativas e complementares, e está ganhando força na visão dos tutores que preferem esse tipo de abordagem mais “natural” e diferenciada para tratamentos de doenças e também para o bem-estar no dia a dia do seu animalzinho.

Terapias da medicina integrativa

A medicina integrativa consiste em procedimentos terapêutico e convencionais, como a acupuntura, que é a mais conhecida. Assim como em humanos, esse método também consiste na introdução de agulhas especiais em acupontos energéticos do corpo do pet. Além dela, existem ainda outros tratamentos na medicina integrativa como a cromoterapia, que envolve cores e luzes; a fitoterapia, que utiliza ervas medicinais chinesas ou brasileiras no tratamento de algumas enfermidades; a quiropraxia, para alinhamento do corpo por meio de manipulação do paciente; a nutrição terapêutica, que estuda o animal como um só para visualizar qual a melhor alimentação para ele ingerir durante sua vida de acordo com sua necessidade; a fisioterapia, que é o movimento de membros que perderam sua função por algum acidente ou doença; a laserterapia e a farmacopuntura, que através da acupuntura também são práticas alternativas para patologias; o reiki usui, que é a imposição das mãos sobre o ser para envio de boas energias; a aromaterapia que é a introdução de cheiros na vida do paciente; a homeopatia que é o uso de medicações naturais para tratamento de pacientes; a ozônioterapia, que usa o gás ozônio para a retirada de dor. Todas elas permitem a manutenção da saúde do pet, além de serem um tratamento para diversas patologias que podem acometê-lo ao longo da vida.

Um pouco de história

As terapias da medicina integrativa foram desenvolvidas primeiramente em humanos para depois passar aos amigos pets. A acupuntura e outras modalidades surgiram antes mesmo do tempo de Cristo, tendo registros em pergaminhos. Muitas delas surgiram no Oriente, outras na Grécia, mas foram introduzidas apenas nos anos 2000 em animais pelas mãos de médicos-veterinários especializados nessas áreas complementares, que estudaram muito antes de trazer tais técnicas para a vida de seus pacientes, como mais uma opção para tratamentos.

Importância dessas terapias

Essas terapias são importantes para os animais, pois auxiliam de forma prática na saúde e bem-estar, equilibrando o corpo como um todo, sendo algumas introduzidas a vida do pet antes de adoecer. Sua expansão é graças a eficiência na cura de problemas desde patologias graves ou crônicas, como câncer e os problemas respiratórios ou até mesmo da dificuldade de locomoção do paciente seja por motivo de acidente ou doença que levou ele a parar de andar. Aliás, esse é um dos maiores motivos que da busca por essas terapias alternativas: dar qualidade de vida e possível retorno à vida normal desses animais. Contudo, também tem sido muito usada para tratar de problemas emocionais como a ansiedade e de algumas síndromes como a do abandono, evitando o uso de medicamentos fortes e usando terapias diferenciadas.

Particularidade das terapias

A parte mais interessante da medicina veterinária integrativa é que não tem “receita de bolo”, não tem um protocolo já pré-determinado e específico para cada tipo de situação encontrada ou doença diagnosticada, mas sim cada animal possui suas particularidades no tratamento ou suporte. Sendo que cada um terá uma resposta a cada estímulo que a terapia alternativa proporciona no paciente, por ser algo que envolve energia e ajuda do tutor em casos de continuidade da fisioterapia ou terapias durante a semana em casa.

Tanto no protocolo da terapia integrativa e complementar como na forma que vamos manejar, pegar e chegar ao animal, desde o momento em que ele chega na clínica ou que vamos à domicilio fazer o procedimento, é importante termos cautela e respeitar o tempo do animalzinho, em especial os amigos felinos que são um pouco mais arredios em situações como esta, de outras pessoas que não fazem parte do seu cotidiano em seu ambiente ou ainda quando se encontram fora dele. Mas é possível fazer, pois nós, médicos-veterinários e estudantes da área, vamos ganhando a confiança dos animais sessão a sessão conseguindo introduzir a terapia cada vez mais, até que se sintam à vontade com a nossa presença.

Se sentir interesse na medicina integrativa veterinária procure um médico-veterinário da sua confiança, pesquise sobre esses profissionais especializados da sua região. É possível aderir a essas práticas alternativas antes de o animal adoecer com uma alimentação natural, ou terapias energéticas para aqueles pets mais agitados evitando assim, possíveis estresses futuros. Agora se seu animal já possui alguma doença seja ela de locomoção ou sistêmica como, doenças renais crônicas, epilepsias entre outras, é interessante buscar novas opções de tratamentos, podendo ter a redução de medicamentos ou conforto maior a dor do seu pet.   


Agradecimentos:

Debora Gouveia Santos
Graduanda de Medicina Veterinária do último ano na UNIP – São José dos Campos. Estudante de pós-graduação em Acupuntura Veterinária e especialização em Neurologia no IBRA. Professora de Auxiliar Veterinário – CPET Centro de Profissionalização e Educação Técnica. Sucesso do cliente na VeteduKa, “Uma VeteduKa para cada momento da sua vida profissional.”


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